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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mais uma seleção da adeus, e a Inglaterra recupera um pouco de seu prestígio.

Por Mark Pochine

Suécia x Inglaterra - Grupo D

Considerado por muitos um dos piores jogos dessa segunda rodada, Suécia e Inglaterra fazem um jogo de sobre vida. Um time vem de uma derrota para a seleção considerada a mais ‘fraca’ de toda a competição, e a outra vem tentando encaixar um time competitivo que a muito tempo não se vê.

Suécia tem o atacante Ibrahimovic como referencia no ataque como referencia para o time todo em si. Uma seleção considerada velha tem a confiança da dafesa nos veteranos Isaksson e Melberg, um com 95 jogos pela seleção e o outro com 115. Um time que precisa urgentemente de revelações e sangue novo. Mas mesmo com a média de idade elevada, consegue impor um jogo de velocidade e bem técnico.

A Inglaterra vem em um caminho oposto. Conta com a renovação da seleção atual, mas não consegue se firmar. Tem ainda alguns nomes como referencia, como o zagueiro John Terry, o meio campista Gerrard e o atacante, e craque da seleção, Wayne Rooney. Uma seleção que possui muitos jovens talentos e tenta encaixar todos eles numa seleção com muita tradição, e talvez por isso o peso da camisa nos jovens jogadores seja muito maior do que em outras seleções em fase de renovação.

O Jogo.

As duas equipes começaram o jogo se estudando muito. Ambas precisavam de um resultado positivo nesse jogo e não poderiam arriscar nem o empate em jogadas mais arriscadas no inicio do jogo. A primeira grande chance de perigo veio pelo lado inglês, aos 6 minutos, com Parker chutando forte de fora da área pelo lado direito para grande defesa de Isaksson que espalmou a bola para o lado.

Aos 10 minutos o jogo tinha mais tempo de bola parada do que estudo de adversário. O jogo já tinha uma média de 0,8 falta por minuto. E o jogo se estendeu assim por mais alguns minutos. Um jogo fraco tecnicamente com as duas equipes com medo e não chegando ao gol adversário. As chances que levavam mais perigo eram da Inglaterra, com boas bolas alçadas na área e chutas de longa distância.

Chegando na metade do jogo, nada havia mudado. O jogo continuava feio e muito passivo. O único time que conseguia chegar com mais chances de gol, era a Inglaterra. E justamente num lance despretensioso da Inglaterra com uma levantada de bola na área de Gerrard, e uma ajuda da zaga sueca, Carroll sobe sozinho e cabeceia a bola no canto direito de Isaksson não dando chances para defesa. 1 a 0 Inglaterra aos 23 minutos num jogo até então sem nenhuma emoção.

A Suécia tentava acordar, mas nada adiantava. O gol só serviu pra acordar de vez a seleção inglesa, que chegava cada vez mais com perigo, mas não conseguia ter uma finalização boa em direção ao gol. Muito provavelmente por não ter ainda a referencia de Wayne Rooney,
suspenso por 2 jogos por conta de um jogos nas eliminatórias. E o jogo seguiu praticamente só com um time em campo, as poucas tentativas da Suécia acabavam nas mãos do goleiro Hart, e sem nenhuma dificuldade.

Muito estudo, hora da prática.

A Suécia veio para o segundo tempo disposta a mudar a imagem que passou no primeiro tempo. Veio atacando em blocos, chegando com perigo até que surgiu uma falta de frente para o gol. Ibrahimovic partiu pra bola, que estourou na barreira, no rebote, um chute no mínimo bizarro, fez com que a bola sobrasse para Mellberg, livre e em posição legal graças a Johnson, que dominou e bateu pro gol. Johnson ainda tentou recuperar a bola, mas não tinha mais o que fazer. Gol chorado da Suécia logo aos 4 minutos da segunda etapa, e o jogo parecia dar rumos diferentes a um jogo até então chato de se acompanhar.

A Suécia entrou em campo de vez depois do gol. Todas as chances de gol eram do time sueco. E novamente a Suécia chegou ao gol, novamente de falta, e novamente com Mellberg. Numa falta na intermediaria com uma bela bola levanta na rea, Mellberg subiu livre para cabecear tranquilo para o gol, sem dar chances para o goleiro Hart. Já passava dos 15 minutos do segundo tempo. O herói da virada até então recebe falta em Carroll minutos depois recebendo um cartão amarelo.

Getty Images

A Suécia virava o jogo de uma maneira inacreditável, forçando o técnico inglês a forçar uma substituição. Saia Milner para a entrada de Walcott, um jogador que definitivamente estava predestinado a entrar no jogo e esquentar aquele jogo frio que se via no primeiro tempo.

Na primeira bola limpa que ele recebeu, ajeitou a bola e deu um chute cheio de efeito de fora da área. O goleiro Isaksson completamente perdido por conta da curva da bola, nada pode fazer e acabou aceitando o gol de empate aos 19 minutos.

Faltando 25 minutos no relógio a seleção sueca mudava pela primeira vez. Saia Granqvist e entrava Lustig, ambos laterais apoiadores que jogam pelo lado direito do campo. Logo depois aos 25 minutos, J. Olsson recebia o segundo cartão amarelo do jogo por colocar a bola na mão.

O jogo passava e parecia que voltava a ser um jogo igual ao do primeiro tempo. Com muitas faltas pouco jogo rápido e aos poucos as chances que ambos os times criavam iam diminuindo. Um empate para os dois times era a melhor opção para que ambos continuassem na briga para classificação para a próxima fase. Por isso ambos os times relaxaram e começaram a partir pouco para o ataque, entretanto quando partiam chegavam até com certo perigo, devido a deficiência do setor defensivo de ambos os times. O lance mais agressivo dessa parte do jogo, foi um chute de fora da área de Ibrahimovic que Hart defendeu com maestria.

Aos 32 minutos, outro vira-vira no jogo. Numa jogada muito rápida pelo lado direito da Inglaterra, Walcott penetrou na área e cruzou a meia altura, Welbeck deu uma letra girando o corpo pra cima do adversário. A jogada foi tão rápida que o goleiro sueco caiu atrasado e nada pode fazer e a bola foi morrendo lentamente dentro do gol. O terceiro gol e a virada forçou a Suécia a mudar novamente no time, tirando Elmander e colocando Rosenberg, que possuem as mesmas funções dentro de campo, mas Rosenberg tem mais velocidade e é mais jovem, conseguindo ter mais êxito nas penetrações dentro da área, e tirando Elm e colocando Wilhelmsson, perdendo um pouco do seu poder de marcação e melhorando a criação das jogadas pelas pontas, com enfiadas de bola e jogadas de linha de fundo.

Getty Images

Na faixa de 40 minutos do jogo, a Suécia ja contava com 9 jogadores no campo ofensivo, deixando apenas o zagueiro M. Olsson no campo defensivo, mas mesmo assim não conseguia penetrar no forte esquema tático da seleção inglesa, que historicamente sempre possui um futebol forte e bem tático, com o sistema defensivo bem forte.

Aos 44 minutos o que se via era uma Suécia desesperada, dando chutes do meio de campo para área inglesa, mas sem nenhum sucesso. Welbeck foi substituído para a entrada do jovem jogador de apenas 18 anos Oxlade-Chamberlain, mas uma mudança feita só para passar o tempo, sem nenhuma pretensão de mudar o esquema do time. O árbitro ainda deu 4 minutos de acréscimo, e nesse tempo quase que Gerrard marca o quarto gol inglês, num contra ataque de 4 contra 2, mas parou na incrível defesa de Isaksson. E foi só isso. Depois de um tiro de meta, o arbitro acaba o jogo para a loucura dos torcedores ingleses no Olympic Stadium, em Kiyv.

Resumão:
O jogo começou com muito estudo. O primeiro tempo só teve 2 lances bons pelo lado da Inglaterra e foi muito faltoso. O gol de Carroll saiu de uma bobeada da zaga sueca e foi só. Mas depois de tanto estudo no primeiro tempo o jogo tomou um rumo totalmente diferente. Jogadas muito rápidas que originaram os gols ingleses, e jogadas de bolas paradas que originaram os gols suecos. Para quem começou o jogo sem nenhuma esperança de ver um futebol bonito, se surpreendeu com o segundo tempo de jogadas rápidas, descidas muito fortes de contra ataque de ambos os times. Mas no final a tradição inglesa falou mais alto e encaminhou a classificação para a próxima fase, mas antes vai ter que passar por um confronto direto com a Ucrânia pela vaga. França vai pegar uma Suécia desmotivada então já eliminada, então está praticamente garantida na segunda fase da Euro 2012.

Escalações

Suécia
4-4-1-1
Isaksson
Granqvist (Lustig)- Mellberg (G) (G) - J. Olsson - M. Olsson
Larsson - Svensson - Källström - Elm (Wilhelmsson)
Ibrahimovic (C)
Elmander (Rosenberg)

Inglaterra
4-4-2
Hart
Johnson - Terry - Lescot - Ashley Cole
Milner (Walcott (G)) - Gerrard (C) - Parker - Ashley Young
Welbeck (G) (Oxlade-Chamberlain) - Carroll (G)

França revive, mas ainda deixa Ucrânia com esperanças.

Por Mark Pochine
Ucrânia x França - Grupo D

Muitos vão dizer que a Ucrânia já fez muito mais do que poderia nessa Euro 2012, por ter ganhado o primeiro jogo contra a Suécia. Outros vão falar que a França fez muito menos do que deveria quando empatou com a Inglaterra, e agora era a hora de se recuperar. O que esperar de um jogo onde de um lado, toda a esperança de um país reina com felicidade, e toda a esperança do outro reina com apreensão. Essa é o clima de Ucrânia e França pelo Grupo D.

A Ucrânia já fez muito mais do que poderia, e para muitos até o que devia. Um time que não está numa safra de bons jogadores, conta ainda com a experiência e renome internacional de Shevchenko, que até o primeiro momento não jogaria esse jogo por questões de cansaço físico.Um pouco atrás dele vem Voronin e Tymoshchuck. A nova safra parece se impor e colocar um bom ritmo no jogo, com Konoplyanka e Yarmolenko no meio, largando um pouco o futebol ofensivo para mostrar um futebol vistoso e de velocidade. Essa mistura entre o velho e o novo pareceu funcionar muito bem no primeiro jogo.

Já a França fez um jogo muito abaixo do esperado contra uma Inglaterra que veio para essa Euro sem nenhuma expectativa. A responsabilidade de levar o time a frente vem nos pés de Ribery e Nasri, enquanto a referencia no ataque é o jovem atacante Benzema. Com um sistema defensivo sem grandes nomes, tem no goleiro a confiança para se segurar nos jogos.

O Jogo.

O jogo começou pontualmente como era esperado e mostrou nos primeiros 4 minutos uma França claramente afobada atrás da bola para tentar resolver o jogo logo. Mas a bola rolando não durou mais do que 4 minutos. Uma forte chuva obrigou o jogo a ser paralisado até as 19 horas(14horas no horário de Brasília). E agora o jogo ganhava dois fatores extras: o condicionamento físico dos atletas depois de já terem esfriado completamente, e a condição do gramado, pois poderia dificultar o estilo de jogo dos mais habilidosos das duas seleções.

Jogo recomeçado e as equipes estavam muito passivas em campo. Nos primeiros 10 minutos o lance mais perigoso foi um chute despretensioso de Benzema pela esquerda da área ucraniana. Mas o chute demonstrava o domínio francês durante o inicio do jogo, marcando no próprio campo ucraniano e não dando espaços nem para lançamentos. Parecia que toda aquela afobação foi embora quando a chuva caiu e o time ficou mais calmo e soube impor o seu ritmo. A Ucrânia estava claramente acuada, e nas poucas vezes que conseguia uma bola de ataque, saia em blocos dando espaços para o contra-ataque.
Aos 16 minutos, a França fez um gol em posição completamente irregular, mas devido as jogadas seguintes, parecia que tinha achado a chave para chegar ao gol ucraniano, começando a jogada pelo lado esquerdo invertendo a jogada com passes diagonais para infiltração dos meias pelo lado direito. Essa jogada se repetiu 3 vezes nos minutos seguintes, mas graças a linha de impedimento do rival placar se manteve 0 a 0, e o relógio já marcava metade do primeiro tempo.

Aos 24 minutos a primeira jogada bem trabalhada da Ucrânia. Yarmolenko fez a inversão da jogada para o lado esquerdo, Konoplyanka recebe a bola, faz um ótimo passe para Shevchenko que recua a bola para Nazarenko. O meia rola a bola para o lado direito, onde Yarmolenko pega a bola novamente, ginga para cima do seu marcado e chuta com perigo, com a bola passando a direita do gol de Lloris. A partir desse momento o jogo ficou claramente mais aberto, com a Ucrânia largando um pouco a sua retranca e partindo para cima com jogadas em velocidade e de inversão de bola e adiantando a marcação.

Na marca de 28 minutos, numa falha na saída de bola da Ucrânia, Ribery ganha em velocidade pelo lado esquerdo, cruza para a área onde Benzema faz o corta luz e Ménez chuta para a grande defesa de Pyatov.

O jogo estava completamente aberto. Shevchenko recebeu uma ótima bola pelo lado esquerdo do campo, ajeitou de cabeça, penetrou a área e chutou forte. Para a sorte de Lloris o chute saiu forte, mas em cima dele, onde conseguiu espalmar a bola para a zaga afastar o perigo dali. Já estava na marca de 35 minutos e o jogo seguia eletrizante.

Depois de uma sequência de ataques e escanteios do ataque ucraniano, uma falta para França cobrada por Nasri e cabeceado por Ménez no contra pé do goleiro, fazendo o goleiro ucraniano fazer uma excelente defesa. Logo depois aos 40 minutos, Ménez recebeu cartão amarelo por parar um contra-ataque.

No últimos minutos a França circulava a bola ao redor da área ucraniana tentando chegar a uma abertura para um chute pro gol mas nada acontecia. Quando a Ucrânia tentava sair para o jogo os jogadores franceses paravam toda as jogadas com falta. Um cartão só no primeiro tempo saiu barato para a seleção francesa.

Mais agitação na segunda etapa.

Passados apenas 3 minutos de jogo no segundo tempo, já se tinha 2 chances claras de gol para ambas equipes e uma substituição para a Ucrânia (saindo Voronin, para a entrada de Dević). Incrivelmente em jogadas parecidas de enfiada de bola. Parecia que os times tinham largado um pouco o lado defensivo que marcou a primeira etapa para se lançarem ao ataque tentando ser o primeiro time a balançar as redes.

E o primeiro time foi a França. Aos 7 minutos, numa jogada parecida com muitas do primeiro tempo, Ribery avançou pela esquerda, tocou a bola pro meio para Benzema que achou Ménez entrando na área pelo lado direito. O meia dominou, ajeitou a bola e bateu no canto esquerdo do goleiro ucraniano. Bela jogada de contra ataque do time francês. França 1 a 0 para cima da Ucrânia.
AFP/Getty Images

E só foi o inicio. O ímpeto francês não acabou no primeiro gol. Aos 10 minutos, Benzema pega a bola no lado direito avança em pela intermediaria e da um passe para Cabaye bater na saida do goleiro. 2 a 0, com 10 minutos no segundo tempo a França claramente tinha achado o seu ritmo.

Getty Images

A Ucrânia sentiu o baque, e aos 15 minutos fez a sua segunda substituição. Saiu o meia Nazarenko para a entrada do atacante Milevskiy, fazendo o time sair do 4-5-1 e entrar num 4-4-2 mais ofensivo para tentar chegar ao primeiro gol no marcador.

Apesar do baque dos 2 gols quase em sequência, aos 20 minutos a Ucrânia acordou pro jogo e partiu pra cima da França, abrindo mão do seu sistema defensivo, o que proporcionou um chute forte de Benzema que explodiu na trave.

Aos 23 minutos uma substituição para ambas as equipe. Pelo lado frances, Cabaye sai para entrada de M’Vila, o que não muda a postura da equipe. E pelo lado ucraniano, na sua ultima substituição, sai Yarmolenko para a entrada de Aliyev, o que não muda a tática do time, mas da mais velocidade nas saídas de bola.

O jogo seguia frio, e o que agitava o jogo um pouco eram as substituições. A França faz suas últimas substituições, saindo Ménez para a entrada de Martin, e saindo Benzema e entrar Giroud. Tudo isso na faixa dos 25 à 30 minutos. As substituições da França eram mais pela questão de poupar jogadores do que mudanças táticas em si.

Desde os 35 minutos o jogo seguiu num ritmo lento, com ambas as seleções conformadas com o placar atual. A França ainda chegava aos poucos mas sem levar nenhum perigo, e a Ucrânia quando chegava não conseguia fazer um bom trabalho. O jogo foi caminhando assim para o fim do seu jogo, embolando o grupo D.

Resumão
Muitos vão falar que o jogo mudou completamente por conta da paralisação. Eu vou seguir a corrente que discorda disso. A Ucrânia estava jogando o que sabia e tinha que jogar no primeiro tempo, um futebol defensivo, de contra ataques e passes rápidos, enquanto deixava a França vir pra cima com tudo, tentando circular a bola ao redor da área ucraniana, muitas vezes sem sucesso. O erro da seleção dona da casa foi partir pra cima com tudo no segundo tempo, mas sem ter condições de manter uma qualidade ofensiva e defensiva ao mesmo tempo. O resultado foram dois gols de jogadas bobas que começaram com bolas perdidas em ataques ucranianos. A Ucrânia jogou bem o primeiro tempo, mas se tivesse jogado o segundo tempo igual, teria conseguido um resultado melhor, ou menos danoso a sua situação no grupo. Para a França, todos os louros da vitória, e vai enfrentar uma Suécia na rodada final com mais moral ainda.

Escalações
Ucrânia
4-2-3-1 (4-4-2)
Pyatov
Gusev - Mikhalik - Khacheridi - Selin
Tymoshchuck - Nazarenko (Milevskiy)
Yarmolenko (Aliyev) - Voronin (Dević) - Konoplyanka
Shevchenko (C)
Fraça
4-5-1
Lloris (C)
Debuchy - Rami - Mexès - Debuchy
Ménez (G) (Martin) - Nasri - Diarra - Cabaye (G) (M'Vila) - Ribery
Benzema (Giroud)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Furia Espanhola atropela a eliminada Irlanda

Por Mark Pochine
Espanha x Irlanda - Grupo C

Espanha e Irlanda começam o segundo jogo do dia para o grupo C. Ambos os times buscam ressuscitar no grupo. Espanha uma das favoritas ao titulo, vem de um empate que saiu barato contra a Itália. A Irlanda por sua vez, vem de uma atuação fraquissima contra a Croácia, sendo a ultima colocada do grupo.

A Espanha conta com o talento em todas as áreas do campo, com a base do time sendo Barcelona e Real Madrid, mas contando com jogadores que brilham em seus times (Como David Silva no Manchester City). Vem dependendo muito dos seus meias, pois seus atacantes não conseguem levar perigo algum nos últimos jogos ao time adversário, depende muito da criança e força de Iniesta e Xabi Alonso, rivais pelos seus times, mas que pela seleção fazem um trabalho incrível.

A Irlanda por outro lado, muito fraca tecnicamente, contando apenas com a esperança no ataque de Robbie Keane, o craque da seleção, e conta ainda com pouco mais de 4 jogadores que ja estrelaram grandes ligas anteriormente. Vem com um setor defensivo muito inferior a qualquer outra seleção da Euro. Compensa com um goleiro que vem fazendo ótimas partidas pela Barclays Premier League, e com a raça de todo um time de sempre correr atrás do resultado. Vai ser realmente um duelo entre Força e Técnica.

O Jogo.

O jogo começa com o domínio claro da Espanha, e como não podia ser diferente, a Espanha já de cara deu seu cartão de boas vindas para a Irlanda. Em um passe incrível de Iniesta no meio do falho sistema defensivo irlandês, David Silva tentou dominar, mas foi desarmado. Sem ninguém para afastar o perigo, Fernando Torres pegou a bola, passou pelo seu marcado e chutou forte no mesmo ângulo do goleiro para abrir o placar aos 4 minutos de jogo. Espanha 1 a 0, com promessa de ser uma goleada.

Getty Images

A Irlanda entrou dormindo, e acordou da pior maneira possível. Tomou o gol, e ainda tomou 2 sustos com bolas alçadas na área, mas David Silva nas duas vezes não obteve sucesso. Logo aos 8 minutos, a Irlanda pareceu ter entrado no jogo, tentou um chute de fora da área com Andrews, mas a bola saiu um pouco alta de mais. Nos poucos momentos que a Irlanda conseguia chegar perto do gol espanhol, desperdiçava com chutes de fora da área sem nenhuma mira ou perigo.

A classe no toque de bola espanhol envolvia o time irlandês, onde só tinha duas formas da Irlanda recuperar a posse de bola: um toque errado ou pressionando os jogadores espanhóis, na maior parte das vezes parando a jogada com faltas bobas ou perdendo a bola para lateral, por conta de um domínio de bola precário. O time da Irlanda jogava já aos 15 minutos de jogo com todos os 11 jogadores atrás da linha do meio campo.

O jogo seguiu muito morno até a metade do primeiro tempo. Era um jogo de um só lado, a Espanha dominava o jogo com mais de 60% da posse de bola. O que realmente estava faltando para a Espanha era o toque final para os seus atacantes, enquanto a Irlanda desesperadamente chutava a bola para frente torcendo para que Robbie Keane fizesse mais de uma de suas magicas. Aos 25 minutos, numa jogada bem trabalhada de todo o ataque espanhol, David silva desperdiça novamente outro cruzamento. Até o momento o jogador de numero 21 da Espanha já tinha perdido 5 bolas recebidas dentro da área, com sorte uma delas originou o gol.

Próximo aos 30 minutos, a Irlanda parecia querer encontrar um caminho pro gol, avançando a marcação e saindo mais pro jogo com velocidade, pois as jogadas na base dos passes e enfiadas de bola já não estavam mais funcionando. Enquanto isso a Espanha circulava a bola por todo o campo, chegando a ter momentos a bola, próxima a grande área, voltava até a intermediaria defensiva espanhola. O time da Irlanda já estava batido, pelo menos nesse primeiro tempo, e vi só a Espanha brincar de bobo.

Na marca de 34 minutos um lance inusitado, numa saída de bola do time irlandês, o arbitro português Pedro Proença, derrubou o jogador irlandês Andrews. A bola caiu nos pés de um jogador da Espanha e quase saiu o gol, causando revolta de todo o time irlandês para com o arbitro. Arbitro fazendo falta para cartão, mas quem recebeu o primeiro amarelo da partida foi Robbie Keane minutos após entrada violenta do jogador.

Chegando na marca de 40 minutos, o jogo estava feio. Espanha com a bola nos pés mas errava muitos os últimos toques na bola, e a Irlanda não conseguia sair pro ataque. Do famoso futebol de primeira linha espanhol só se tinha lampejos com Iniesta e Xavi Hernandes. No fim do tempo, a Espanha tentava dar um ritmo mais forte ao jogo, mas nada adiantava fazer num primeiro tempo que prometia um jogo rápido e bonito da Espanha, mas acabou ficando na mesmice e no tédio de um futebol tão bonito e vistoso que esqueceu de ser objetivo, e só se lembrou do que era isso nos minutos finais da primeira etapa. O máximo de ação que aconteceu no fim do primeiro tempo foi o segundo cartão amarelo do jogo, e o segundo da seleção irlandesa, para Whelan.

Segundo Etapa com o Segundo Round

Parecia que o script era o mesmo pros dois tempos. Só mudando um personagem antes do segundo ato. Pelo lado irlandês saia o atacante Cox para a entrada do meio campista Walters, talvez para reforçar a marcação e a criatividade. Mas não deu tão certo pois o script já estava escrito. Logo de cara, a Espanha partiu pra cima da Irlanda como se não houvesse outra opção. Aos 4 minutos, novamente com a jogada começada com com Iniesta que chutou pro gol e Given espalmou mal pro meio da área. David Silva que tinha errado todas as finalizações a gol no primeiro tempo, recebeu a bola, gingou pro lado, gingou pro outro, deu um toquezinho de leve na bola, que passou por debaixo da perna de 2 zagueiros irlandeses, fazendo com Given caísse atrasado e a bola morresse dentro do gol. Espanha 2 a 0, novamente logo de cara.

Mas como já dito, parecia que o script era repetido, com a diferença de um cartão amarelo em Xabi Alonso aos 9 minutos, por parar uma jogada ofensiva da Irlanda. A Espanha com muitos toques laterais, com seu futebol de posse de bola não conseguia mudar a historia do jogo. Pelo lado da Irlanda, estavam ocupando mais espaços no seu campo ofensivo, mas voltava em blocos marcando bem. Mas os minutos passavam e o que se via era o mesmo que se viu durante todo o primeiro tempo: Espanha tocando muito a bola, esperando que por um milagre a Irlanda deixasse algum jogador livre, e nas poucas vezes que um deles ficava livre, era em posição irregular.

A Irlanda era a única que tentava efetivamente chegar ao gol adversário, mas graças a pequena qualidade dos seus jogadores, pouco conseguia aproveitar as chances na entrada da área. E a Espanha passava por algo parecido, com a diferença que tinha qualidade para chegar dentro da área para finalizar, mas errava muito o ultimo toque de bola, quase como ironia por conta do seu estilo de jogo.

Na marca dos 20 minutos, a Espanha faz a primeira substituição, trocando Xabi Alonso para a entrada de Javí Martinez, ambos jogadores da mesma posição, sendo Martinez um jogador com mais chegada. Talvez uma tentativa do técnico espanhol de melhorar o ultimo passe dentro da área para que o placar aumentasse. E parece que deu certo. Depois de uma bela recuperação de bola de Iniesta e David Silva, Silva enfia uma bela bola para Fernando Torres marcar o seu segundo gol na partida e o terceiro da seleção espanhola. Espanha já estava com a vitória garantida, e a Irlanda, com uma das seleções mais fracas da Euro 2012, já estava eliminada.

O segundo gol de Fernando Torres foi a última coisa que ele fez dentro de campo, sendo substituído aos 24 minutos por Fàbregas. Mudança sem nenhum motivo de mudança de tática, somente para poupar o jogador dos minutos finais. Aos 30 minutos sai o segundo cartão espanhol, dado para Martinez por entrada dura. Logo em seguida, a Irlanda faz sua segunda substituição também, entrando McClean, no lugar de Duff. O jogo se enrolava mais em substituições e faltas. A última cartada dos dois times foram as substituições de Iniesta por Carzola pela Espanha, e Whelan por Green pela Irlanda. A substituição espanhola modificou o time espanhol de um 4-3-3 para um 4-4-2, mostrando que realmente só queria tocar a bola para o tempo passar.

O jogo chegava nos seus 10 minutos finais, e já estava definido. Muitos chutes pra frente, como se os times já não tivessem mais forças para jogar. Ou simplesmente não queriam mais jogar. Os poucos jogadores irlandeses que entravam em campo, corriam atrás da bola querendo mostrar trabalho, e o sangue novo que havia entrado na Espanha seguia o que os outros fizeram o tempo todo: toques de lado, segurando a bola, e esperando o momento certo para chutar. E esperaram tanto que aos 38 minutos chegaram ao quarto gol, depois de uma jogada ensaiada de escanteio, onde Fàbregas pegou a bola dentro da área, passou pelo marcado e chutou forte pra ela estourar na trave antes de morrer dentro do gol.

A partir dai a seleção irlandesa rifava a bola mais do que tocava efetivamente, e a seleção espanhola tocava a bola no seu campo defensivo chamando o time irlandês para cima para que abrisse espaços para bolas em profundidade para os atacantes. Mas isso durou pouco, faltando pouco mais de 3 minutos para acabar o jogo, ambos os times não se preocupavam mais em atacar, simplesmente tocavam a bola de lado e hora ou outra davam um chute pra frente, como se estivessem pedindo para o arbitro para acabar o jogo. Mas a tortura durou mais 3 minutos ainda depois do tempo regulamentar. O jogo acaba, Irlanda é eliminada, mas ainda tem 3 times disputando 2 vagas no Grupo C


Resumão
Claramente a Irlanda queria impor um ritmo defensivo com a Espanha, por motivos tecnicos, afinal a Italia jogou assim e quase ganhou o jogo. O grande diferencial desse jogo, é que a Irlanda não tem nenhuma habilidade com taticas defensivas devido a deficiencia da sua zaga. A Espanha jogou o seu futebol de posse de bola, muitas vezes confundido com futebol ofensivo por fazer muitos gols. O diferencial é que a Espanha não chuta quando vê a chance, espera um jogador qualquer ficar o mais livre possivel para finalizar. Muitas vezes da certo, como hoje, mas em outras situações como no jogo com a Italia na dá tão certo. No geral, o poderio espanhol confirmou o favoritismo, e jogou como favorita pela primeira vez nessa Euro 2012. Uma goleada para calar os criticos tanto em relação a seleção quanto em relação a seus atacantes que não marcavam a muito tempo. E dar uma preocupação a seleção croata, que deve precisar de um resultado positivo para cima da Espanha se quiser ter garantias de classificação para a segunda fase. E para a Irlanda, a esperança fica só no verde do uniforme.


Escalações

Espanha
4-3-3 (4-4-2)
Casillas (C)
Arbeloa - Piqué - Sergio Ramos - Jordi Alba
Xavi Hernándes - Busquets - Xabi Alonso (Javí Martinez)
David Silva (G) - Torres (G) (G) (Fàbregas (G)) - Iniesta (Santi Carzola)


Irlanda
4-4-2
Given
O'Shea - St. Ledger - Dunne - Ward
Duff (McClean) - Andrews - Whelan (Green) - McGeady
Cox (Walters) - Keane (C)

Itália e Croácia fazem jogo de dois tempos distintos



Por Mark Pochine
Itália x Croácia - Grupo C

Um duelo que começou com grandes expectativas, pois dessa partida poderia sair já um classificado do Grupo C: Itália e Croácia entram em campo querendo recuperar uma auto estima internacional.

Croácia querendo mostrar que está entrando numa nova Era de Ouro, só que sem Olić, mas contando com Modrić na articulação, uma nova jóia no futebol europeu. Veio de uma vitória de 3 a 1 contra a Irlanda, num jogo que todos acreditavam ser equilibrado. Ainda conta o brasileiro Eduardo, que já é o segundo maior artilheiro da historia da seleção, ficando atrás apenas de Davor Šuker, artilheiro e segundo melhor jogador da copa de 98.

Itália entrando em campo no meio de conflitos no seu futebol. Esquemas de manipulação de resultado não parecem atrapalhar o desempenho da sua seleção. Com Cassano sendo a esperança ofensiva e um time sendo renovado, tem ainda nos medalhões Buffon e Pirlo uma garantia de conseguir uma ótima atuação, como contra a Espanha. Também conta com um brasileiro, Thiago Motta. Não tão bom tecnicamente, mas taticamente um cão de guarda.

O Jogo.

Logo no apito inicial, a Itália mostrou como seria o jogo inteiro. Catenaccio, o estilo de jogo defensivo característico da Itália, iria acontecer o tempo todo. Marcando forte, e no ataque abrindo espaços para os atacantes chutarem. E foi o que aconteceu logo aos 2 minutos, num chute de Balotelli que saiu bem perto do gol. Mas fora o susto inicial, que acordou a seleção croata, o jogo ficou muito truncado entre as intermediarias das duas seleções, mas claramente com a Itália querendo chegar mais ao ataque do que a Croácia.

O jogo seguiu unilateral, Itália continuava tentando chegar ao gol de qualquer forma, seja com os lançamentos de Thiago Motta e Pirlo, seja com as jogadas de velocidade com Marchisio e Giaccherini. Mas ainda faltava o toque nas finalizações, principalmente pro atacante Balotelli. O goleiro croata Pletikosa estava se virando do jeito que dava, pois sua defesa parecia inexistente, só aparecia para cortar bolas de modo duvidoso para fora. O time todo da Croacia parecia jogar em função de defender as investidas italianas e torcer para um contra-ataque rápido com bola alçada na área dar certo.

Se aproximando da metade do primeiro tempo a Croácia acordou pro jogo e já chegou a oferecer mais perigo para a seleção da Itália da mesma forma que ela estava lhe oferecendo perigo. Arrancadas pelas laterais do campo e enfiadas de bola do meio para a zaga. Mas isso só serviu para igualar as coisas, pois a Itália continuava avançando e com mais perigo e infiltrações na área dos seus atacantes e meias. O gol parecia estar ficando pronto, e dessa vez para qualquer um dos lados.

A partir dos 30 minutos, bombardeio Italiano para cima da defesa croata. Novamente Pletikosa foi o nome do jogo, principalmente aos 37 minutos, onde Pletikosa defendeu 2 tiros a queima roupa de Marchisio na entrada da pequena área, depois de um bate e rebate entre ataque e defesa. Mas nada adiantou.

Aos 38 minutos, logo após a jogada confusa, ocorreu uma falta na entrada da área pelo lado esquerdo. Posição preferida de Pirlo. Não podia ser diferente. Uma cobrança maestral onde a bola passou entre a cabeça dos jogadores da barreira, só podia ir e morrer no gol. O goleiro (o nome da Croácia no primeiro tempo) até tentou mas nada pode fazer.

AFP/Getty Images

A Croácia ainda tentou chegar ao ataque, tentando ir para o intervalo com um empate. Mas a Itália não se intimidou e numa cobrança de escanteio, Cassano sobe na primeira trave e quase faz o segundo gol italiano. Mas tudo estava encaminhado para que o primeiro tempo terminasse em 1 a 0.

O saldo do primeiro tempo foi claro: Itália chegou ao gol croata com chances de gol 11 vezes, enquanto a Croácia só tentou levar perigo em 3 ocasiões. Restava saber como seria a postura das duas equipes no segundo tempo que até então estavam fazendo completamente tático e interessante.


Segundo Tempo, Enredo Diferente

Com 1 minuto de jogo a Croácia chegou com o talento Modrić num chute fraco, mas que dizia pra Itália 'Estamos Vivos'. E o aviso continuou novamente com Modrić aos 4 minutos, num chute mais forte, mas saiu alto. A Itália respondeu a logo depois com um chute de Bonucci de fora da área, que desviou na zaga e cedeu o escanteio, mas nada de mais nesse lance. Com um jogo mais aberto, perdendo um pouco do estilo tático que as duas equipes tinham tomado, o jogo foi paralisado aos 10 minutos por conta de um sinalizador jogado pela torcida croata no campo. E só serviu pra esquentar o jogo ainda mais. No minuto seguinte, em outro lance ofensivo da Croácia, o volante Thiago Motta recebeu o primeiro cartão da partida por conta de um agarra-agarra na área antes de uma cobrança de escanteio.

A Itália queria sair pro jogo mas a Croácia não deixava, mostrando um esquema defensivo mais aplicado do que no primeiro tempo. Pirlo, praticamente sozinho na armação das jogadas, nada podia fazer. Giaccherini, Marchisio seguiam tentando levar a bola em contra ataques com velocidade, enquanto Thiago Motta e Maggio eram obrigados a recuar para fechar ainda mais no sistema defensivo.

Aos 14 minutos um momento preocupante e completamente desleal. Numa estourada de bola na defesa, Thiago Motta foi subir na disputa de bola e acabou recebendo uma cotovelada do lateral Srna, e gerando preocupação no bando do lado italiano. Depois do atendimento médico ele voltou a campo por apenas alguns minutos, mas logo depois foi substituído aos 16 minutos por Montolivo, um jogador mais leve, com bom poder de marcação, e uma opção de articulação, para ajudar Pirlo na armação das jogadas.

E a substituição parece que deu certo. A Itália voltou a manter o jogo como na metade do primeiro tempo, mantendo a bola entre as duas intermediarias do campo, com algumas subidas de ambos os lados, mas que não davam em nada devido ao defesa das duas equipes. Claramente o caminho para a área não eram em arrancadas, e sim nos lançamentos em profundidade de ambas as equipes. Mas com os dois principais articuladores (Srna pela Croácia, e Pirlo pela Itália) bem marcados, o jogo estava bem truncado, e sem muitas opções para se chegar ao ataque.

Chegando a metade do jogo, aquela pressão que a Croácia havia dado nos 15 minutos iniciais da partida já havia desaparecido. O jogo já estava exatamente igual ao primeiro, só com mais lentidão por parte da equipe italiana. Com isso os dois técnicos fizeram uma substituição cada. Primeiro a Croácia tirou Perišić, jogador que joga pela ala esquerda como articulador, e colocou Pranjić, um jogador com características mais de apoiador do que de finalizador. Pelo lado italiano, a mesma substituição que aconteceu no jogo da Espanha, saiu Balotelli e entrou Di Natale.

E parece que a substituição Croata deu certo. Justamente com um cruzamento de Pranjić para area, a bola sobrou limpa para Mandžukić que estufou a rede com a bola ainda tocando na trave. Com esse gol o artilheiro chega a 3 gols na temporada sendo o artilheiro, juntamente Mario Gomez da Alemanha. O jogo parecia que ia pegar fogo nos 15 minutos finais.

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Mas não foi bem assim. Novamente aos 29 minutos, problemas com sinalizadores, pararam o jogo por pouco mais de 2 minutos. Mas não mudou muito a historia do jogo. A torcida croata estava mais empolgada do que esteve o jogo inteiro. Porem, nada mudou muito. A única diferença foi que a pressão passou para o lado Croata (A Croácia já tinha chutado 6 vezes a gol no segundo tempo, contra 3 da Itália). Aos 37 minutos, mudanças que não mudam muito a forma das duas equipes jogarem. Giovinco entra no lugar do Cassano, e o brasileiro Eduardo entra no lugar do Jelavić.

O jogo parecia caminhar para o empate. Aos 40 minutos o segundo cartão da partida foi para Schildenfeld em falta pelo lado direito do ataque italiano. O que resumiu bem os últimos 5 minutos do tempo normal. Um jogo muito faltoso com paralisações constantes para ambas as equipes. Se via um jogo muito feio visualmente, com muitas bolas alçadas e enfiadas de bola, sem nenhuma jogada trabalhada por nenhum dos lados. A Itália também, diferente do primeiro tempo, se viu muito acuada, quase não atacando no fim do jogo, e só se segurando para não deixar a Croácia chegar com perigo.

Mas mesmo assim, o juiz queria jogo, e deu 5 minutos de acréscimo por conta das paralisações que ocorreram ao longo do segundo tempo. Mas nada de mais houve durante esses cinco muito, somente a substituição de Mandžukić por Kranjčar, mudança em nenhum efeito tático, somente para o tempo passar. Howard Webb apita o final de uma partida que teve os lados de duas moedas completamente diferentes.


Resumão
O que se viu em campo foram dois jogos totalmente diferentes. O primeiro um jogo aberto, com domínio italiano e um futebol vistoso e bem tatico, bem a cara da Itália. O segundo um futebol de pegada e pressão com domínio croata, focado nos avanços pelas laterais afunilando pro meio da área, bem a cara da Croácia. Foi um jogo, com duas historias diferentes, que podem dar em finais diferentes. Com esse empate, a Croácia vai a 4 pontos, pegando a Espanha no ultimo jogo, dependendo apenas de si para se classificar. E a Itália vai para a ultima fase pegando a até então ultima colocada, a Irlanda, precisando de uma vitória e, dependendo do resultado de Espanha e Irlanda, de uma combinação de resultados.


Escalações

Itália:
3-5-2
Buffon (C)
Bonucci - De Rossi - Chiellini
Maggio - Marchisio - Pirlo (G) - Thiago Motta (Montolivo) - Giaccherini
Balotelli (Di Natale) - Cassano (Giovinco)

Croácia:
4-2-2-2 (4-2-3-1)
Pletikosa
Srna (C) - Ćorluka - Schildenfeld - Strinić
Vukojević - Modrić
Rakitić - Perišić (Pranjić)
Jelavić (Eduardo) - Mandžukić (G) (Kranjčar)